Aperte o gatilho
Tanto para apressadinhos quanto para lentinhos sempre existirá um hiato entre a ideia e a concretização. Um espaço entre o terminal de partida e o de chegada. No entanto, para todos ocorre um momento que podemos chamar de gatilho. Quando a imagem mental se projeta de dentro para fora.
É o momento em que as ideias entram em rebuliço, querendo virar "coisas". Elas estão implorando para a gente pular de um estágio para outro. Ou transformar uma situação em outra. Elas querem nossa ação para serem concretizadas. Querem nascer!
O verbo concretizar é usado aqui num sentido bem amplo. Pode ser a concretização de um casamento, de um divórcio, de um livro, de um site. Ninguém decide casar ou divorciar em um minuto. Não se escreve um livro em um dia, e nem se faz um site em meia hora.
Mas também não dá para esperar cinquenta anos para fazer qualquer uma dessas coisas. Pois aí o tempo de encubação da ideia é tão grande que mata a possibilidade de sua realização. Quer dizer, tem um instante em que precisamos deixar de enrolar e pressionar o gatilho.
Atrasar a hora de botar uma ideia na rua é parecido com errar a hora de tirar o bolo do forno. É correr o risco da ideia e do bolo nascerem queimados. Ao contrário do bolo, nenhuma receita avisa a oportunidade exata de concretizar a sua ideia. Você terá que descobrir sozinho.
Mas há alguns embaçadores a serem evitados. Por exemplo, a excessiva idealização: "Só vou escrever o livro quando tiver tempo". Atenção. Quem arranja o tempo somos nós. "Só vou me casar quando comprar um apartamento". Cuidado. Seu par pode encontrar alguém mais decidido antes de você comprar o tal apartamento.
Outro poderosíssimo embaçador é o medo. Medo das consequências da decisão, medo de se expor. Aqui também não tem receita pronta. Mas vai a dica: aperte o gatilho da sua ideia. Torne-a real. Pois dói menos viver a frustração de uma realização ruim, do que o pesadelo de conviver com projetos que não viraram nada.
Ref: noticias.yahoo